
“Deve estar convencido, conosco, de que a mulher, diferente do homem, mas não inferior a ele, inteligente, trabalhadora e livre como ele, deve ser declarada, em todos os direitos políticos e sociais, semelhante a ele”.
“É preciso que compreenda que não existe liberdade sem igualdade e que a realização da maior liberdade na mais perfeita igualdade de direito e de fato, política, econômica e social ao mesmo tempo, é a justiça”. BAKUNIN, O Programa da Fraternidade.
Em 1922 que oficialmente iniciaram as comemorações do dia 08 de março pelo Dia Internacional da Mulher que celebram as lutas encampadas por mulheres em diferentes países.
O mais conhecido dos acontecimentos é a greve dos operários têxteis de Nova York (shirtwaist makers) que durou de novembro de
Algumas manifestações já haviam sido feito em Chicago, mas tinha uma conotação burguesa que reivindicava o empoderamento da mulher em relação ao homem que não associava a igualdade econômica e social, mais preocupada exclusivamente em conquistar o voto feminino. Tal prática política está incrustada nos partidos políticos legais da “esquerda”, como PT, PCdoB, PSOL e PSTU.
O dia 08 de março não é o dia de qualquer mulher, principalmente daquelas que a mídia burguesa tenta impor como referência de modo a garantir a reprodução de um padrão de beleza e comportamento impostos às mulheres como parte de uma política machista de controle produzida pela sociedade capitalista. A imagem da mulher é transformada em produto, seja para vender mais, como nos comerciais de bebidas e roupas, ou para utilizar a mulher como simples objeto de desejo sexual.
Assim, a libertação da mulher só é possível numa sociedade justa, igualitária e sem classes, conquistada através da Revolução Social. A referência das mulheres deve ser a greve por elas iniciada, como na Revolução Russa, como a organização de motins contra o aumento do pão na França, como na luta pelos corpos dos filhos assassinados na ditadura, como fazem as Mães da Praça de Maio na Argentina, e como na luta contra o assassinato de jovens mortos nas periferias brasileiras.
“O dia da mulher ou dia da mulher trabalhadora é um dia de solidariedade internacional e um dia para relembrar a força e a organização da mulher proletária”,
Alexandra Kollontai, revolucionária russa, em 1920.